Saúde

Fisioterapeuta taquariense acompanha Lívia Teles nos Estados Unidos

Adriana de Paula Nunes viajou com a família para Boston no fim de julho

Adriana de Paula Nunes viajou com a família para Boston no fim de julho

Menina faz terapias diárias com auxílio da profissional
Foto: Reprodução

Em busca da cura para a atrofia muscular espinhal, Lívia Teles e os pais embarcaram para os Estados Unidos no fim de julho, chegando a Boston no dia 31. Após longa campanha destinada a arrecadar os R$ 9 milhões para o pagamento da aplicação do medicamento Zolgensma, ainda não aprovado no Brasil, o objetivo foi alcançado.

Duas profissionais da saúde acompanham Lívia, que precisa de cuidados diários: a técnica de enfermagem Daniele Meirelles e a fisioterapeuta Adriana de Paula Nunes. Taquariense, Adriana atende a menina em Teutônia desde setembro do ano passado. Diz ter aprendido muito sobre a doença degenerativa, que causa perda de funções motoras e atrofia dos músculos, sendo a fisioterapia parte fundamental no tratamento. 

Para que pudesse viajar aos Estados Unidos, Lívia necessitava de um acompanhamento especializado de fisioterapia durante os voos, em razão das mudanças de pressão. “Ela veio usando respirador. Era preciso ficar monitorando os sinais vitais dela e observando o suporte ventilatório adequado”, explica Adriana. 

Com o auxílio da profissional, Lívia faz terapias no mínimo três vezes por dia, trabalhando as partes motora e respiratória. Adriana conta que a menina tem se mostrado bastante disposta, mesmo depois da longa viagem e de todas as atividades de preparação para o tratamento. “Ela é uma menina cheia de energia e sempre foi muito lutadora, apesar das limitações da doença. Acredito que esse tratamento, juntamente com todos os cuidados que ela já tem, realmente fará toda a diferença na vida dela.”

Referência em tratamento infantil, o Boston Children’s Hospital é o local onde foram feitos os estudos com o medicamento Zolgensma. Adriana diz que saber um pouco mais sobre a doença e os tratamentos realizados lá está sendo interessante. “Tive a oportunidade de conversar com a fisioterapeuta que faz parte do programa e fazer várias trocas com ela sobre o tratamento.”

Lívia recebeu a aplicação do medicamento na quinta-feira, 13, iniciando-se uma fase de reabilitação para ela. “É um tratamento inovador. Acredito que estou tendo uma grande oportunidade de ver todo esse avanço da ciência, somando com meus conhecimentos e técnicas por uma melhor qualidade de vida para Lívia.”

De acordo com Adriana, não há um tempo exato de permanência em Boston. Os médicos recomendam em torno de dois meses após a aplicação do medicamento, já que monitoram a evolução do paciente e a resposta ao tratamento. “Como Lívia não ficará internada, indo ao hospital apenas para consultas e procedimentos, a continuação dos exercícios de fisioterapia é muito importante para impulsionar o desenvolvimento dela.” Além disso, a menina necessita de assistência no voo de retorno. Adriana vai permanecer com eles o tempo que for necessário.

A saudade de casa já está grande. Para amenizá-la, fotos e chamadas de vídeo. “Sorte a minha que tenho um marido [Thales] que é especial, um paizão que dá conta das meninas [Sarah, 15, e Cléo, 2]. Também estou contando com a ajuda da familia para dar um suporte”, finaliza Adriana, emocionada.

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