Pelos Cinco Continentes

Fotógrafa fala sobre a pandemia em Nova Iorque, epicentro da covid-19 nos EUA

Larissa Martins saiu de Taquari há dois anos e, atualmente, vive na maior cidade dos Estados Unidos

Larissa Martins saiu de Taquari há dois anos e, atualmente, vive na maior cidade dos Estados Unidos

Taquariense conta como vem sendo encarar a situação longe da família
Foto: Arquivo Pessoal

Larissa Martins, 23, deixou o Brasil em 2018 e rumou para os Estados Unidos. A fotógrafa, natural de Taquari, vive na maior cidade norte-americana, Nova Iorque, hoje epicentro da pandemia do novo coronavírus (covid-19) naquele país.

Em mais um relato da série “Pelos Cinco Continentes”, a filha de Rosani Martins e Carlos Augusto Machado Martins (Guto Martins) conta como está a situação por lá e dá detalhes de sua rotina.

“A situação está bem crítica”

A quarentena começou na segunda semana de março. Desde então, tudo permaneceu fechado: lojas, escolas, escritórios… Fiquei 43 dias sem sair de casa. Apesar de nunca ter sido proibido sair, preferi evitar. Os dias de isolamento foram difíceis, principalmente por eu estar longe da família e também muito preocupada com a proporção e a rapidez em que o vírus se espalhava pelo Brasil. Ver os casos crescendo tão rapidamente me deixou muito ansiosa.

Tentei me distrair enquanto não estava trabalhando e, ao mesmo tempo, não me cobrar e cuidar da saúde mental. Mais tempo em casa cria uma pressão para ser mais produtivo do que o normal, mas isso pode gerar mais estresse. Alguns dias, eu acordava motivada a me exercitar (em casa), ler, estudar, cozinhar alguma nova receita. Outros, eu só queria comer um brigadeiro e assistir à minha série favorita por horas, e tudo bem.

Aqui muitos dos mercados entregam comida em casa. Então, isso ajudou muito. Todas as empresas e as escolas estão fechadas. Todos estão trabalhando e estudando de casa. Agora já saio para caminhar pela manhã onde não há outras pessoas. Estou trabalhando em casa e sigo respeitando as regras estabelecidas pelo governo.

As orientações são para ficar em casa e sair somente para o necessário ou para exercícios físicos, mantendo dois metros de distância. Em nenhum momento foi proibido sair de casa ou completamente restrito a mercados e farmácias, o que eu acho que acabou aumentando ainda mais os casos, pois muitas pessoas que não estavam levando o coronavírus a sério continuaram saindo normalmente.

Alguns estados já abriram restaurantes e lojas, mas por enquanto ainda não temos previsão de quando os estabelecimentos irão abrir as portas novamente em Nova Iorque. O governador já divulgou mais de três datas para a reabertura, porém todas as vezes foram adiadas, devido ao grande número de casos aqui.

A situação está bem crítica, apesar de o número de casos estar diminuindo. No estado de Nova Iorque, já são mais de 349 mil casos e 22 mil mortes.

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