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Salvo de explosão, homem vai à Brigada agradecer a policiais: “Devo minha vida a eles”

Vizinho tentava combater incêndio e, segundos antes do rompimento de cilindros, foi afastado do local

Vizinho tentava combater incêndio e, segundos antes do rompimento de cilindros, foi afastado do local

Nelson Oliveira de Souza visitou soldados ontem à tarde | Foto: Pedro Harry

O incêndio que destruiu a casa de Luís Costa das Neves na manhã de ontem, 14, gerou momentos de tensão no bairro Colônia 20 de Setembro. A explosão provocada por cilindros de oxigênio causou um grande susto nos moradores da Rua Sulferino José dos Reis, estilhaçando vidraças e danificando a estrutura de várias residências.

Nelson Oliveira de Souza, 55, mora ao lado da casa consumida pelo fogo. Quando, por volta das 8h20, a Brigada Militar foi acionada para atender a ocorrência, o Corpo de Bombeiros ainda não havia chegado ao local e Nelson estava combatendo as chamas com uma mangueira de jardim. O incêndio, no entanto, já havia tomado conta de todo o prédio de madeira.

Ao iniciar os procedimentos preliminares, os policiais isolaram a área e, em meio à fumaça, enxergaram um homem dentro do terreno com uma mangueira tentando ajudar. “A gente começou a ouvir um ruído de vazamento e viu que ele estava próximo dos cilindros. Mas, devido ao barulho, nós chamávamos e ele não nos escutava”, conta o soldado Lencina. Contribuía também para isso o fato de Nelson ter problemas auditivos.

“Notamos que o cilindro estava prestes a se romper e gritamos algumas vezes, mas não adiantava”, relata o outro integrante da guarnição que trabalhou no atendimento, soldado de Freitas. Então, eles entraram no terreno e, segundos antes da explosão, conseguiram afastar o morador, que não se feriu. Os policiais foram alvejados por estilhaços devido ao deslocamento abrupto de ar e sofreram queimaduras, sendo conduzidos ao Hospital São José para medicação e avaliação auditiva.

Nelson, que trabalha com chapeação e pintura, foi até a Brigada Militar na tarde de ontem agradecer aos soldados. “Devo minha vida a eles. Foram lá e gritaram ‘sai’. Nós só saímos, e o cilindro explodiu. Então, agradeço demais aos dois. Graças a eles, não aconteceu o pior”, diz, emocionado.

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