Leonel Maria da Rocha, o taquariense que inspirou Leonel de Moura Brizola

De origem açoriana, o grande caudilho nasceu na localidade de Beira do Rio

JOÃO PAULO DA FONTOURA
Historiador, escritor e membro da Alivat

Alguém sabia que o inspirador do grande político Leonel de Moura Brizola, general Leonel Maria da Rocha, nasceu aqui em Taquari e era tio-avô do presidente Arthur da Costa e Silva?

Sim, caro leitor. O grande caudilho, de origem açoriana, veio ao mundo na localidade de Beira do Rio, em 13 de outubro de 1865.

De família de agricultores de poucos recursos, quase analfabeto, lutou pelo lado maragato na Revolução Federalista de 1893 contra o tirano Júlio de Castilhos.

Perseguido e exilado na Argentina, voltou e lutou na Revolução de 1923, agora contra o símile do ditador Júlio — Borges de Medeiros. Faleceu aos 82 anos, em 1947, e teve seu corpo enterrado em Erechim.

O pai do governador Leonel Brizola — morto covardemente por inimigos políticos quando voltava, sozinho e a cavalo, para casa — lutou na Revolução de 1923 ao lado do grande caudilho.

Brizola, quando criança, brincava de montar num cavalinho de madeira gritando: “Eu sou o Leonel, eu sou o Leonel Rocha”. Quando grande, ao se registrar em Porto Alegre, esqueceu o nome Itagiba, dado pelos pais, e adotou o nome do ídolo.

Um comentário sobre “Leonel Maria da Rocha, o taquariense que inspirou Leonel de Moura Brizola

  1. Então, Leonel Maria da Rocha era irmão de meu avô Antônio Maria da Rocha, conhecido como Coronel Tico. Ao depois, incorporou esse apelido ao nome e assinava legalmente como Antonio Maria da Rocha Tico. No RS até 1905 ele e minha avó Luiza da Silva Rocha eram donos da Fazenda Chapada, que abrangeria hoje alguns Municípios do Planalto médio do RS. Por estar sendo perseguido em função de ter o governo vencido a Revolução Federalista de 1893, cerca de 1896 ele veio para o Paraná, onde tinha uma Fazenda em Jaguariaíva, que abrigava as tropas que ele mandava para a feira de Sorocaba e outros destinos. Meu pai nasceu nessa Fazenda (Taquaral), em 1898. O motivo de meu comentário é para desfazer um erro histórico: que meu tio-avô Leonel era analfabeto. Ele não portava diplomas do saber humano, mas escrevia bem e era bem esclarecido. Tenho comigo uma carta manuscrita que ele enviou para meu pai na década de 40, antes de seu falecimento em Erechim . Escritores Gaúchos (Caboclos, Hervateiros e Coronéis- A. Prof.Lourdes Ardheng GRolli ) e Adari Francisco Ecker, A Trilha dos Pioneiros, Ed. Berthier, Passo Fundo, já escreveram sobre ambos. Atte, Curitiba, 25/06/2020 , Antonio Nunes Rocha.

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