Havia preconceito de cor em Taquari?

Em artigo, historiador recorda caso que motivou sindicância do III Exército

JOÃO PAULO DA FONTOURA
Escritor e historiador

Mesmo que esse tema seja tabu, não dá para negar que em tempos de antanho o preconceito contra o negro existiu por aqui, e muito forte. Foi inclusive motivo de uma sindicância promovida pelo III Exército, em outubro de 1965.

Ocorreu que dois militares negros – o capitão Osvaldo Marques de Souza e um tenente amigo seu – foram constrangidos pelos “famigerados” avisos “é proibida a entrada de pessoas de cor neste recinto”, nos clubes Alvi-Negro e Pelego Branco.

Os militares denunciaram, houve ação rápida da polícia e mais a sindicância do III Exército (e nessa época, como sabemos, não se brincava com o Exército!). Os diretores das entidades tiveram de, rápidos, explicar-se.

No caso do CTG, acho que a emenda saiu pior que o soneto, pois, em nota paga no jornal “O Taquaryense”, um diretor da entidade, sr. Clóvis Mércio Pereira, explicou que “o objetivo era evitar a entrada de elementos maus que poderiam pôr em desassossego as famílias dos sócios”.

Uau!

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