Empresas sexagenárias

Moinho Taquariense e Feyh Mármores e Granitos iniciaram sua caminhada na década de 1950 e seguem prosperando

Moinho Taquariense

A história do Moinho Taquariense começa em 1954, quando a empresa de Antônio Maria e Companhia, que possuía uma fecularia em Taquari e uma loja de secos e molhados em Porto Alegre, resolve montar um moinho de trigo. Pouco antes, Heinz Friedrich Elter viera para o Brasil trabalhando numa empresa alemã que vendia equipamentos e montava moinhos, tendo sido contratado para montar o pequeno moinho de Antônio Maria, com capacidade de seis toneladas por dia.

Após um tempo, Heinz rescindiu com a empresa alemã e, com dois estrangeiros, fundou a Máquinas Condor. Mais tarde, ele e o sócio majoritário resolveram comprar o Moinho Taquariense, que passava por dificuldades financeiras. Ele ficou arrendado até que o alemão saiu da sociedade e assumiu o Moinho. Elter adquiriu outras máquinas, estruturou a empresa e aumentou a capacidade de produção.

Enquanto vigorava o sistema de cotas na moagem do Brasil, de 1970 a 1990, era difícil os moinhos aumentarem sua produção. A grande mudança ocorreu quando o então presidente da República, Fernando Collor, acabou com o sistema vigente. Assim, houve a abertura de mercado e o desenvolvimento tanto dos moinhos quanto da genética do trigo. A qualidade do grão no Rio Grande do Sul, berço da triticultura brasileira, aumentou consideravelmente, levando ao crescimento das empresas do setor.

À frente do Moinho até os anos 1990, Heinz Friedrich Elter foi seguido pelos três filhos. Atualmente, Andreas Elter é o diretor superintendente da empresa. O diretor comercial, Luciano Fregapani, também sócio, compõe a gestão, 50% profissionalizada. “Uma gestão participativa no dia a dia em todas as esferas da empresa é uma característica nossa. Não é fácil manter uma empresa se desenvolvendo, principalmente no momento de crise em que estamos. Está todo mundo lutando por espaço. Então, você tem que ser criativo, criar diferenciais”, avalia Andreas, acrescentando que a dedicação à empresa é essencial para o sucesso do negócio. “Temos funcionários muito dedicados, profissionais com muitos anos de casa. Somos uma grande família.”

Especializado em farinhas e pré-misturas para o segmento de panificação e confeitaria, o Moinho Taquariense foi escolhido fornecedor do ano no segmento. A farinha de trigo e a mistura para pão francês Motasa foram eleitas as melhores do Brasil.

Feyh Mármores e Granitos

Alberto Feyh era cantareiro (profissional que esculpe pedras de areia) e, desde 1945, tinha sociedade na empresa Follmer e Feyh, de Paverama. No final dos anos 1950, ele e a esposa, Irene Jantsch, vieram para Taquari e criaram a Túmulos Feyh, na Avenida Lautert Filho, em 1959. Depois de 12 anos, mudaram-se para outro ponto da mesma avenida, ao lado do Cemitério Municipal.

Com 60 anos, completados em março, a Feyh Mármores e Granitos tem 12 funcionários e está na segunda geração da família. Os irmãos Roberto Carlos (Beto), Eloi e José Carlos são sócios desde o falecimento da mãe em 2010, a qual havia assumido os negócios, ao ficar viúva, em 1982.

Se, no começo, todo o trabalho girava em torno dos túmulos, hoje em dia 80% se dá em residências. Beto justifica a mudança explicando que “antes, as pedras eram difíceis de manusear e vinham da Itália, então eram caras, bem como o transporte. Elas começaram a se popularizar para outras classes sociais no início dos anos 1990”. Atualmente, além de mármores e granitos, os Feyh trabalham com basalto e pedras quartzo (com tom liso, são fabricadas quimicamente e ecologicamente corretas).

Os diferenciais da empresa, segundo Beto, são qualidade, beleza, eficácia e durabilidade dos produtos. “Assistência também é um diferencial que oferecemos aos clientes.” Preocupação com o meio ambiente, atualização constante e participação em feiras do setor são prioridades dos Feyh, que estão sempre em busca de novidades. Por isso, apesar de o cenário econômico não estar favorável, há projetos para modernizar a empresa com novos equipamentos e ampliar a produção, que hoje é praticamente artesanal.

A modernização também passa pela família. Para orgulho de Beto, que está há 38 anos na empresa, os filhos Willian, 24 anos, e Cindy, 18, trabalham com ele, alcançando, assim, a terceira geração. “Eles se complementam. Ele, mais na parte comercial; ela, no administrativo. Têm outra visão, trazem modernidade ao negócio.”

Os irmãos, que cursam administração, são gratos pela oportunidade. “Nos sentimos privilegiados de poder tocar os negócios da família. Por ser um grande desafio, buscamos sempre novos conhecimentos”, disse Wilian, destacando que uma das metas deles é fazer com que a empresa chegue a 100 anos.

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