“Essa vocação faz parte de mim”, afirma taquariense ordenado diácono

João Vitor Freitas dos Santos fala sobre trajetória pessoal e relação com a família

João Vitor e Jonas Gomes foram ordenados diáconos no último dia 16 | Foto: Divulgação/Diocese de Montenegro

No último dia 16, o taquariense João Vitor Freitas dos Santos, 26 anos, foi ordenado diácono na Catedral São João Batista, de Montenegro, juntamente com o seminarista Jonas Gomes. A celebração, oficiada por dom Carlos Rômulo, registrou a presença de muitos conterrâneos do jovem. Em dezembro, neste município, ele receberá o segundo grau do Sacramento da Ordem, o sacerdócio.

“O Taquaryense” entrevistou João Vitor às vésperas da ordenação. Filho de João Alexandre dos Santos e Cássia Andreia Freitas dos Santos, ele contou parte de sua trajetória, falou da relação com a família e explicou a importância desse passo na caminhada vocacional.

Quando decidiste ser padre?

Não teve um momento exato em que decidi ser padre. Tudo começou num grupo de jovens de que eu participava em Taquari, o Curso de Liderança Juvenil (CLJ). A partir daí, dos retiros que nós tínhamos, em que reuníamos jovens desses grupos de CLJ, a fé, a relação com Deus, a presença de Cristo se tornaram muito fortes na minha vida. E aí, pensando no futuro, no que eu ia fazer para o resto da vida, até mesmo profissionalmente, começaram os questionamentos: e por que não a vocação, que não é profissão, de ser padre? Conheci alguns padres de Montenegro. Destaco os testemunhos de frei Martinho, que era pároco de Taquari na época, e de Ladislau Molnár, que é padre na Rádio Fraternidade. Vendo o exemplo deles, comecei a pensar que eu poderia viver assim. A decisão para entrar no seminário foi em 2012. A partir desse dia, não decidi ser padre, mas discernir de forma mais séria a vocação sacerdotal.

Como foi a caminhada até aqui?

Em 2013, ingressei no Seminário Maior de Viamão, e aí foi uma caminhada: continuei cursando filosofia, depois teologia e, com esse tempo, a formação, as coisas boas e não tão boas que aconteciam, fui discernindo até tomar a decisão de ser padre. E a igreja também disse o seu sim, não basta só o meu sim.

Qual a importância da ordenação diaconal?

O Sacramento da Ordem possui três graus: diaconato (o diácono se configura Cristo servo, principalmente pela vivência da caridade; então, o diácono é chamado ao serviço, ajuda na liturgia, lê o Evangelho, pode batizar e assistir matrimônios, entre outras funções); presbiterado (ser padre, configurado a Cristo sacerdote, ao ministério sacerdotal; então, pode celebrar santa missa, atender confissões, vai conduzir uma paróquia depois); episcopado (após muito tempo de sacerdócio, alguns são escolhidos e têm uma missão muito específica, seriam os nossos bispos).

De que maneira os familiares encaram essa vocação?

De início, com certa estranheza, porque não há nenhum padre, nenhuma irmã na família. Mesmo na cidade nós não temos um padre que seja natural de Taquari, que conviva conosco. Com o tempo, a família foi percebendo que a escolha realmente era séria. De seminário foram quase oito anos. Eles começaram a compreender que continuo sendo o mesmo João Vitor de sempre e a perceber que essa vocação faz parte de mim. Hoje, além de aceitar, penso que a família está toda muito orgulhosa e feliz, vibrando comigo. E a família, não só o pai, a mãe e a minha irmã, mas também os avós, os tios, todos são um grande farol na minha vida. Todos são muito especiais. Então, percebo neles uma grande alegria, um grande apoio.

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