Casal comemora 60 anos de amor e tolerância

Elda e Paulo celebraram Bodas de Diamante em missa realizada na Igreja Santa Cecília

Companheiros se conheceram, ainda jovens, na localidade de Carapuça | Foto: Anna Precht

Era 2 de maio de 1959. Contraíam matrimônio os jovens Elda e Paulo. Sessenta anos se passaram. Hoje com 77 e 84 anos, respectivamente, eles celebraram suas Bodas de Diamante em missa na Igreja Santa Cecília, seguida de um jantar, em casa, para familiares que se fizeram presentes na celebração.

O relacionamento rendeu belos frutos: três filhos (Jorge Luís, Joana Beatriz e Josiane), sete netos (Natália, Camila, Cândido, Otávio, Júlia, Júnior e Valentina) e uma bisneta (Mariana), a caminho. “Nosso orgulho é a família que temos, que Deus nos deu”, celebra Paulo. “Ela só nos dá alegrias”, completa Elda, entusiasmada.

Companheiros de um bom chimarrão no almoço e ao entardecer, e de um joguinho de canastra todas as noites, os dois têm atividades diversas durante o dia. Elda, além das tarefas da casa, gosta de bordar e fazer artesanato. Paulo, junto com o filho e o neto Cândido, tem a Cabanha Potreiro Verde, onde criam cavalos crioulos e ovelhas. “Muito premiados”, frisa, orgulhoso.

O casal concorda que o segredo da relação longeva é a tolerância. “Desencontros existem a todo instante, e só o amor, sem a tolerância, não adianta”, garante a esposa, ao que complementa Paulo: “A gente troca ideia, discute, mas não guarda raiva”.

O começo de tudo

Os dois viviam na localidade de Carapuça. “A família dele vendia melado, e eu fui buscar garapa. Ele estava entregando, era um moço bonito, foi paixão à primeira vista. Eu devia ter uns 12 anos”, recorda Elda. E Paulo garante se lembrar do episódio. “Ela era bem pequeninha”, risos.

Dois anos depois desse encontro, os dois começaram a namorar. Paulo visitava a casa da família de Elda, tudo dentro dos conformes. “Mas, um dia, meu pai me pegou de mãos dadas com ele na volta do Pereira Coruja e me repreendeu, fazendo uma proposta: ‘Ou estuda, ou casa’. E eu optei por casar.”

Passado algum tempo, Elda decidiu que não queria mais pedir dinheiro para o marido para poder comprar as coisas de que precisava; então, quis trabalhar. Começou numa escola, como professora substituta. Ela seguiu lecionando até 2012, quando se aposentou, depois de 52 anos. Paulo trabalhou na roça até os 15, serviu no quartel e, quando voltou, fez curso de pedreiro no antigo Patronato, atuando nessa profissão por quatro anos. Prestou concurso para operário do Estado e foi nomeado para trabalhar na área da educação, onde se aposentou. Mesmo assim, nunca largou a roça, atuando até hoje na agricultura, uma de suas paixões.

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